Encosta-te a mim, ser de luz, vamos desenhar piruetas no infinito escuro. Rir, brincar, como se não soubessemos que passamos tangentes às trevas. Porque na nossa felicidade ninguém pode tocar, todo o mal se arrepia e se cala. Desenhemos! Desenhos em gargalhadas por pontos no céu, Que ninguém consegue fixar e em que só alguns, distraidos, podem reparar. Deixa o meu ser cheio espalhar rastos velozes e fugazes E tocar-te para te largar num jogo de caçadinhas sem parar. Para depois, em vez de esvaziar, acumular energia E explodir o amor onde for que eu vá parar... até aqui regressar. Até um dia aqui voltar para festejar o maravilhoso facto de nos conhecermos e de o sabermos.