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24 de junho de 2016

Existes


Pudessem as minhas mãos lavar-te as lágrimas
Que sem intenção fiz jorrar...
Pudesse ter pensado mais em ti e menos em nós!

26 de março de 2016

Ainda bem que não vens

Hoje não iria resistir-te. Hoje o meu querer iria sucumbir à minha vontade, hoje toda a distância iria sucumbir à saudade. Hoje iria...
Mas por eu não querer e tu aceitares, sei que nos vamos perder. E pelas minhas mil lágrimas rolam os beijos que não se encostarão à tua pele.
Cai uma noite para nascer um novo dia.

13 de outubro de 2014

Shhhhhhhh....

porque há coisas que te quero dizer em silêncio.

8 de julho de 2014

E reparamos nas carteiras coloridas ou nas portas batidas


Tempo nas mãos, paz.... em imensidão
Saber-me mais que os outros me sabem
Ser integra e honrar a amizade que me tenho
Tempo nas mãos, tempo... imensidão
Tanto onde antes havia vida e correria
Onde as palavras se diziam com a voz

7 de novembro de 2013

De repente...


uma sombra, uma sentença, uma direcção marcada, um atraso no caminho
De repente...
um descuido, um desequilibro, um cansaço, um abrigo
De repente...
tudo muda, as cores, o vento, a força, ... o sentido!

26 de novembro de 2010

o Ego

levanta-se e insurge-se, tentanto ser o que outrora foi, dominar, brilhar, reinar. Mas eu, atenta, ignorando-o, não o alimento...
e repito para mim: sou o que sou!

19 de novembro de 2010

nos-t-algia

O meu coração tropeça
e ao som e no tempo do vento nas arvores
passeiam em mim memórias do que foi e podia ter sido...
Humility de Wim Mertens,  foto de Henry Cartier-Bresson

16 de setembro de 2010

Deixa a dor sair, deixa a dor partir

O meu choro em silêncio é um grito
Não de socorro, mas de dor
Que não se pode calar, tem de se assumir
Para depois, o quanto antes, se esquecer de existir

15 de setembro de 2010

A vida avisa

Remexo nas gavetas do sentir
Memórias de sonhos, pedaços de realidade
Folhas escritas à mão, fotogramas sem cor.
E no fundo, perdido, jaz um pedido
num pedaço rasgado de cartão
riscado a marcador, como uma dor.
Pego nele e incrédula leio:
Quero viver!... já quase o tinha esquecido!