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14 de agosto de 2018

DO OR DON'T


... there is no trying!

21 de novembro de 2016

vamos todos



Num mesmo rio que se desloca inevitavelmente para a foz viajam águas sujas, águas limpas, sementes, rebentos, raízes e também folhas mortas, troncos secos. Viaja o frio e o quente.
Cada um dança com quem quer ficar e num instante a corrente nos muda e vamos  para outro lugar... ou ficamos ali a lutar.
Vamos como uma molécula ou como uma memória ou continuamos a ir temporariamente em conjunto.... numa deriva que de alguma forma conseguimos seleccionar, mas sujeita ao vento, ao estado do céu, ao leito das terras.... e que apesar dos gostos, das posturas e das essências continua teimosa e inevitavelmente para a foz.

22 de junho de 2015

Cuidado...

não te percas só nos pormenores!

Quer se fale do tempo ou do espaço, da matéria ou das acções.

12 de junho de 2015

no meu mundo

Não sei explicar, já o senti antes
O que me liga a ti são veias e artérias
São rios e oceanos em vai-e-vem
Que nunca se desligam, que não param, apenas sossegam
Carinho em forma magnética, confirmando o Norte
E os caminhos levam-te e trazem-te
E as tuas paisagens têm notas minhas
Habitas os meus pensamentos como borboletas brancas
Limpas, inocentes, puras, sinais de felicidade
E eu que te quero bem de repente queria-te aqui

Earmark de Wim Mertens

4 de junho de 2015

espaços temporais

momentos de autoreconfiguração
de acertar desvios de agulha
de corrigir coordenadas

19 de maio de 2015

Pérolas


Parece que se formam lágrimas nos meus olhos
Mas não chego a chorar, sinto-me em mutação.
Ao mesmo tempo o ex-desconhecido é uma benção
... Sensação de descobrir realidades mais profundas.

Não são só dor, são como a dor de parto que dá lugar à vida,
Contêm uma nova visão do mundo e mais pura do amor.

Não é nenhum desgaste, nenhum cansaço, nenhum abandono
São pérolas, preciosas e amadas... as lágrimas que quase me caem ao chão!

6 de novembro de 2014

segredos


Tocas nas trajectorias dos meus dias 
como uma musica de fundo que não enche, apenas ocupa...

In a sentimental mood por Michel Petrucciani

16 de julho de 2014

Fico assim


quando penso em ti!

12 de julho de 2014

Como a Lua

consegues estar tão longe e seres tão importante aqui!

26 de junho de 2014

Assim

no pedalar da bicicleta, antiga, pelo asfalto usado e vivo passam as horas


e o peso ou a leveza do passeio iguala-se à do nosso coração.

7 de novembro de 2013

De repente...


uma sombra, uma sentença, uma direcção marcada, um atraso no caminho
De repente...
um descuido, um desequilibro, um cansaço, um abrigo
De repente...
tudo muda, as cores, o vento, a força, ... o sentido!

5 de abril de 2011

Não quero

nunca mais
ter saudades de mim!

1 de março de 2011

Dar a volta ao pensamento...


Há definitivamente uma série de palavras que devo, por uns tempos, evitar de sequer me lembrar delas.... até que reganhem a sua dimensão normal e não me façam mal...

quando percebemos que se calhar já só é um vício e temos é de andar para a frente...

23 de novembro de 2010

Bolas!

Tentei, pensei, suspirei, medi, senti, tentei, parei, decidi e respondi!
E no mais soft que pude parece que ainda assim  fui implacável... tanto que nunca mais se ouviu um pio! E lamento ter razão, esperava bastante mais desta pessoa...

26 de agosto de 2010

Entristece-me

quem não se respeita, 
quem prefere não entender e acusar, 
quem se deixa inundar de desdém,
quem interpreta sem tentar relativizar, 
quem não é responsável, 
quem esquece os que ama, 
quem nega os problemas, 
quem se enfia num buraco,
quem se quer matar, 
quem só espera e não consegue esperar.

23 de agosto de 2010

Entre ontem e amanhã

vivo, algo encurralada, o presente!

14 de agosto de 2010

Tarde estival

Flutuas nas ondas do rio. De peito e sorriso feitos saboreas a tarde sob o doce cantar da àgua no casco. O murmúrio do motor, o sol na pele, nos lábios o sabor a Verão...
No coração um espaço fresco guardado para uma paixão.

10 de julho de 2010

entre ontem e amanhã

memórias dobradas, páginas rasgadas
a chuva cai nos meus ouvidos
foco um canto amarelado
não quero voltar ao passado

desejos calados, suspiros envenenados
a noite cai nos meus olhos
ouço, parece que escavam um furo
não quero voltar ao futuro

15 de maio de 2010

Porque o tempo não tem princípio nem fim

Encosta-te a mim, ser de luz, vamos desenhar piruetas no infinito escuro.
Rir, brincar, como se não soubessemos que passamos tangentes às trevas.
Porque na nossa felicidade ninguém pode tocar, todo o mal se arrepia e se cala.
Desenhemos! Desenhos em gargalhadas por pontos no céu,
Que ninguém consegue fixar e em que só alguns, distraidos, podem reparar.
Deixa o meu ser cheio espalhar rastos velozes e fugazes
E tocar-te para te largar num jogo de caçadinhas sem parar.
Para depois, em vez de esvaziar, acumular energia
E explodir o amor onde for que eu vá parar... até aqui regressar.
Até um dia aqui voltar para festejar o maravilhoso facto de nos conhecermos e de o sabermos.