Os losângulos, as dimensões, os multiplos, as repetições
As concavidades, as superficies lisas, os hiatos, as ligações
O pulsar sincronizado sem luz, a temperatura em silêncio
O equilibrio aparentemente caótico de tudo o que é perfeito
se és mendigo ou senhor. Se te vestes de orvalho, quando amanhece, ou de ouro. Interessa é que te sintas, de qualquer forma, presente neste instante. Que recebas com leveza e te contagies com o sorriso de quem te oferece a ti, sem saber quem foste, és ou serás, esta flor!
Estás a sufocar, iludindo-te ao respirar aqui e ali grandes lufadas de ar. Tira a máscara, põe-te a nu, deixa-te ser naturalmente com medo, naturalmente humano e simplesmente grande onde importa ser.
O que procuro é dificil de conseguir. É uma relação saudável entre nós os quatro: tem de ser entre eu e eu mesma, tu e tu mesmo. E além disso entre eu e tu, eu e tu mesmo, entre tu e eu, tu e eu mesma. E finalmente entre eu mesma e tu mesmo.
E, como nada é constante e tudo evolui, que essa nossa relação possa ser dinâmica sem perder o equilibrio.